O responsável oficial pela descoberta da Austrália pelos europeus foi o Capitão James Cook, que reclamou o vasto continente para a coroa do Reino Unido no dia 21 de Agosto de 1770 e lhe chamou Nova Gales do Sul. Porém, e sem contar com a colonização aborígine verificada há cerca de 40 000 anos, a viagem do Capitão Cook foi apenas o corolário de várias expedições exploratórias aos mares do Sul em busca do mítico continente do Sul. Nestas viagens, a Austrália teria sido visitada, segundo alguns investigadores, por navegadores portugueses, espanhóis, sendo também certas as visitas dos neerlandeses a vários pontos da costa australiana.
Segundo historiadores, os exploradores holandeses percorreram os litorais norte e oeste do continente australiano, onde encontraram a Tasmânia.
Mas foi em 1688 que o primeiro explorador inglês, William Dampier, desembarcou na costa noroeste da Austrália e assim dois anos mais tarde, seu conterrâneo, o Capitão James Cook, num grande esforço, organizou uma expedição científica para o sul do Pacífico com o objetivo de explorar a costa oriental reivindicando-a para a Coroa Britânica. Assim o intrépido Capitão aportou na Terra Australis, conhecida nos dias de hoje como Austrália.
Os primeiros colonos britânicos chegaram à Austrália em 1787 à zona de Port Jackson, atual cidade de Sydney (NSW). Os primeiros barcos trouxeram criminosos condenados a sete anos de prisão e seus guardas. Durante muitos anos a Austrália foi uma colônia penal do Reino Unido.
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Os povos aborígines colonizaram a Austrália, vindos do sudeste asiático, e rapidamente se expandiram por todo o continente dando origem a centenas de tribos. No entanto, os aborígines foram levados à beira da extinção pelos ingleses e hoje representam pouco mais de 2% da população australiana, ou seja, cerca de 400 mil habitantes. |
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Quando os ingleses chegaram na Austrália, embora o número de aborígines fosse bastante expressivo (cerca de 350 mil) diziam que os aborígines eram uma raça em extinção, chamando-os de “remanescentes do Neolítico”. Naquela época o povo aborígine estava dividido em 500 grupos, vivendo da caça e da colheita e falando 200 tipos de dialetos diferentes. Mas eram tão desprezados pelos europeus que a Constituição do país fazia apenas duas referências a eles: a que os excluía do censo e a que os deixava sob poder dos estados e não do Governo Federal.
Foi em 1940 que os aborígines, foram catequizados e integrados à vida rural e urbana como trabalhadores mal pagos e com direitos limitados. As crianças eram tiradas dos pais e dadas a famílias brancas com o intuito de promover uma melhor interação delas com a sociedade dita “moderna”.
Somente a partir de 1967 o cenário da vida do povo aborígine começou a melhorar. A população australiana votou pela inclusão dos aborígines no censo. Em 1969 o geólogo australiano descobriu o “Mungo Man”, um fóssil de um aborígine que teria vivido há 40 mil anos atrás, o que tornou os aborígines o povo mais antigo a seguir uma cultura no mundo. Suas línguas e dialetos seriam os mais antigos do mundo, assim como seu sistema de crenças. Porém, dois anos depois de tal descoberta, a Enciclopédia Larousse citou os aborígines como primitivos.
Entre 1976 e 1993 o governo australiano decidiu aprovar os direitos do povo aborígine em relação à terra (para eles o solo é sagrado).
The Dreaming
“O Sonhar”, ou “The Dreaming” engloba a base da cultura, filosofia, folclore, leis, rituais e lendas do povo aborígine. Para eles, essa filosofia é uma espécie de bíblia para explicar a criação do Universo.
Para um povo fadado à extinção, os aborígines resistiram. Continuam, porém contrários a sistemas hierárquicos e segundo as autoridades australianas, é difícil governá-los. Para o governo, os aborígines não gostam de trabalhar e parecem querer “tudo de mão beijada”. Muitos acabam se rendendo ao alcoolismo e possuem qualidade de vida muito inferior ao restante da população australiana. A expectativa de vida do povo aborígine chega a ser 20 anos menos que a dos australianos. Muitos deles são facilmente presos por cometer infrações e o índice de mortalidade infantil chega a ser quatro vezes maior que o restante da população.